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4 de fevereiro de 2012

IRMÃOS - UM PEDIDO CONSCIENTE.

Meus filhos Miguel (três meses) e Adriel (seis anos).
Caim e Abel protagonizaram uma das cenas mais tristes da Bíblia... O primeiro assassinato bíblico em que, com certeza, houve a primeira decepção de uma mãe, um desmembrar de família. Um exemplo marcante que muitos pequeninos presenciam em situações bem diferentes hoje em dia.

Seja na disputa de um brinquedo, onde uma mordida fará morada na pele do adversário, seja em uma situação de compartilhar a atenção dos pais... Irmãos são motivo de atenção por parte da família e por parte das pessoas de seu convívio social.

O nascimento de um novo membro da família representa uma "fantasia" para quem espera. Em meu caso pessoal, meu filho Adriel há anos pedia um irmão ou irmã. Nós relutamos muito neste pedido, porque primeiro:
  • Mamãe, você não deve engravidar só porque alguém (marido, filho ou qualquer outra pessoa) quer;
  • Uma nova gravidez exige muito de todos os membros da casa, pois todos estarão ansiosos... Logo, o humor pode variar em todos;
  • E se a família for cristã... A responsabilidade é ainda maior, pois cuidará deste filho para Deus, pois são herança do Senhor.
Esse filho mais velho precisa ser trabalhado desde antes do novo membro nascer, afinal, o nascimento deste irmãozinho é o seu sonho realizado... É a fantasia tornando-se realidade. Isso aconteceu com meu Adriel.

Adriel ficou muito feliz quando soube que teria um irmão. Durante minha gravidez estava ansioso pela chegada deste membro da família e quando soube que seria menino... Ficou mais feliz ainda. Nossa preocupação veio em relação a Adriel ser capaz de alfabetizar e se dar bem na nova escola neste momento novo de nossa vida. Graças a Deus, através de muita conversa e oração... Durante toda minha gestação não houve ciúmes ou mudanças de comportamento... Só uma agitação natural na idade (na época com seis anos).

Aos poucos introduzimos a ideia de compartilhar os pais com o irmão, dividir os brinquedos, o quarto. O que quero demonstrar com este texto é que ter irmãos é a coisa mais natural do mundo desde que os pais saibam trabalhar a ideia na vida dos filhos mais velhos.

Uma boa ideia aos pais que tem tido dificuldades com seus primogênitos é:

  • mostrar fotos da época de bebê;
  • se guardou, mostrar brinquedos como mordedores ou roupinhas;
  • pedir ajuda na preparação do berço do novo membro da família;
  • deixar o mais velho participar da compra das roupinhas, ajudando escolher cores e estampas, pois sentir-se-ão envolvidos na vidinha deste bebê que está para chegar...

E o que fazer quando já estão grandinhos e as brigas ocorrem, a inveja um do outro aparece, o ciúme dos pais se intensifica?...

Não é fácil, mas pode ter certeza de que vocês, pais, devem lidar com as situações sem tomar partido. Envolvam-se com igualdade entre os filhos... Chamem atenção dos dois! Conversem seriamente com os dois... Nada de agressão física! Apesar de eu ser contra a "LEI do Tapa"... Tenho que concordar que muitas vezes a conversa é melhor e tem funcionado com meu filho mais velho.

É importante que a criança se sinta aceita e sinta que seu comportamento é compreendido e tem consequências. Minimize os ciúmes. Demonstre afeto mesmo sendo ríspida. Aos poucos, a rivalidade entre irmãos tornar-se-á um conto que passou.

Os adultos devem compreender que o ciúme apresentado pelo filho mais velho pode não aparecer numa pirraça, mas em um olhar. Isso acontece muito com Adriel, meu primogênito. Sabemos quando Miguel (três meses) o incomoda pelo olhar. Se abraçamos Miguel. Temos que abraçar Adriel. Se beijamos ou damos banho em Miguel... Esperamos alguns minutos e beijamos o Adriel e perguntamos se ele não quer tomar banho... Tudo de uma forma que ele não perceba que percebemos o jeito dele. Assim, ele não nos controla e nós não o bajulamos demais!

Outra situação que acontece conosco e que acho legal compartilhar aqui é que antes de Miguel nascer, Adriel nos fez ter o costume de abraçarmo-nos juntos e beijarmo-nos também... Ele diz que é "abraço e beijo família". Até hoje... E, agora, incluindo o Miguel... Esse ritual acontece e sempre acontece quando ele acha que está deslocado ou com ciúmes de de n[nós. Meu esposo e eu vigiamos muito para que Adriel não absorva a "síndrome de Caim e Abel" que denota brigas, raivas, respostas ríspidas e comportamento de regressão como fazer xixi na cama, chupar dedo, choramingar, comer com ajuda... Tudo para chamar atenção.

O filho mais velho precisa compreender a necessidade que o bebê precisa. A rejeição que, às vezes, ocorre com os mais velhos não é porque são maus, mas porque estão angustiados e querem atenção por não aceitarem ficar em segundo plano quando o bebê precisa de ajuda para comer ou trocar as fraldas.

Cada filho é um ser. Cada filho possui uma personalidade. Evite comparações. O certo como dizia minha falecida mãe é que "os pais devem amar cada filho como se fosse o único. Se não podem fazer isso, não devem ter outro filho. Eu não posso, então, só tive você!". Então mamães, se não puderem ver seus filhos como únicos... Tenham somente um! Porque irmãos é um pedido consciente!

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