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22 de março de 2012

QUEM DISSE QUE BEBÊS NÃO SABEM LER?


MEU FILHO MIGUEL - QUATRO MESES!
VEJAM O INTERESSE.
Desde pequena eu sempre gostei de ler, desde gibis até Enciclopédias e Dicionários. Amava contar as histórias para minha mãe e amigos. Brincava de "Escolinha" e no meio das lições... Sempre, sempre encontrávamos um jeito de ler um livro para alguém.

Nos estágios que fiz na creche do ISERJ e na PUC-Rio tive muitas aulas de Literatura que informavam que "Contar histórias é a mais antiga das artes". Antigamente, as pessoas se reuniam em praças e à roda de uma fogueira escutavam os "causos". Pessoas contavam histórias antigas e inventavam também. Sempre tinha um de fora para trazer uma novidade, repetindo outras histórias para guardar suas tradições e não esquecer a sua própria língua. 

As histórias fazem parte da nossa cultura e não podemos perdê-la. Minha mãe me contava histórias, porque não sabia ler. No entanto, sempre que podia comprava uma revista e dizia: "Leia! Você vai se sentir em outro lugar". Hoje, graças a ela, leio muito e de tudo, sem exceção. 

MIGUEL (quatro meses) COM LIVRO DE TEXTURA MOLE!

ADRIEL EM SUA PRIMEIRA BIENAL!
Hoje, as histórias contadas ganharam páginas de pano, de plástico, de papel e até foram informatizadas. Tem gente que nem quer mais livros em casa. Estão doando! Leituras, agora, só em PDF. No entanto, meu filho Adriel, sete anos, é fissurado em livros e desde cedo o ensinei a ter este gosto pela leitura. Sempre que posso o levo a uma Bienal ou Feira Literária.

Com meu mais novo integrante da família não poderia ser diferente. Miguel de apenas quatro meses ganhou seu primeiro livro de minha amiga Carla Cristina do Blog SÓ SOBRE LIVROS e ele amou. Agora, como pode ser vista na foto inicial deste post, Miguel segue a sua segunda leitura e está amando.

Quem disse que bebês não sabem ler? Miguel ri, Miguel toca nas páginas e com as mãos quer sentir as texturas. Claro! Sempre leva tudo à boca. Seu cérebro já incorporou a leitura como cultura nem que seja momentaneamenteParte importante na vida de uma criança é o desenvolvimento de seu intelecto. Desde a mais tenra idade, a literatura ajuda nesta construção do conhecimento. Afinal! As crianças tem um mundo próprio... Cheio de sonhos e fantasias.

A história tocada pelas mãos de um bebê tem um significado mais intenso ainda, e quando nós pais participamos deste processo... O resultado é deleitar a criança neste universo da leitura, desenvolvendo sua imaginação e o poder da observação. Um bebê com um livro em suas mãos desenvolve as experiências sensoriais. O gosto artístico desenvolverá nele normalmente, sem pressões ou ultrapassagem de suas fases.

 A Literatura Infantil enriquece a experiência, estimula a capacidade de dar sequência aos fatos, esclarece o pensamento, facilita o gosto literário, fortalece o interesse pela leitura e desenvolve a linguagem oral e escrita em seu futuro. O poder de imaginação tira o bebê ou a criança do ambiente natural, nem que seja por alguns instantes e desenvolve suas ideias.

Eu sou uma leiga neste assunto, apesar de ter participado de muitos seminários e cursos em literatura infantil e infanto-juvenil, além de cursar até o quinto período o curso de Letras na PUC-Rio. Por isso, não irei me estender aqui. Em breve, teremos uma série muito legal aqui no MUNDO INFANTIL com a participação de especialistas nas áreas abordadas. Aguardem!

4 comentários:

  1. Não posso concordar mais. E vou um pouco além, antes que os pais pensem que é só dar um livro pra criança e ir ver novela!
    A leitura é mais uma bela forma de aproximação de pais e filhos. O tom de voz (fazer voz de criança, uma voz mais grossa pro Papai Urso, uma voz fininha pra imitar o patinho, falar cantando pra imitar um passarinho) deixa a criança instigada e atenta, os livros de texturas - como esse que o Miguel ganhou - são aliados, não única fonte de descoberta.
    Portanto, papai e mamãe, nada de dar o livro e sair de mansinho. Que tal contar uma historinha bem bonita e tranquila antes do bebê dormir?

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  2. Bem Renata! Eu não disse que é só dar um livro e deixar a criança por si só, até porque como professora nunca fiz isso e não seria com meus filhos que faria, mas sua crítica e complemento enriquecem o artigo. Lembrando que não me aprofundei no assunto, porque uma especialista na área falará sobre Literatura Infantil na série que lançaremos aqui no blog em Abril. Valeu mesmo a sua participação.

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  3. Eu só comentei porque tem gente que acha que é simples assim: é só dar um livro na mão da criança que ela vai saber o que fazer. E nós sabemos que não é bem por aí.
    Que legal que terá uma especialista!
    Abraços!

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    Respostas
    1. E deve comentar mesmo! Mesmo que sendo uma crítica. Isso enriquece o conteúdo do blog. Teremos sim uma pedagoga que trabalha com Literatura Infantil e escreverá um artigo sobre o tema em Abril. Aguarde!

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