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12 de abril de 2012

SÉRIE 10 ARTIGOS > 2° - LIBRAS POR ISAAC G.M. DE SOUZA

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Libras, a Língua Brasileira de Sinais

Isaac Gomes Moraes de Souza
Bacharelando em Letras-Libras pela UFSC
Pedagogo Bilíngue formado pelo DESU/INES
Professor da Universidade Católica de Petrópolis
Intérprete de Libras da SMPD-RIO

A linguagem, de modo geral, torna o Homem em um Ser sociável. O que quer que façamos exalamos linguagem, criamos campos de relações simbólicas comandados por contratos lingüísticos e sociais. A partir da necessidade e da tentativa do contato com o outro, são criadas as línguas. Entre elas a Língua Brasileira de Sinais – Libras.
A Libras é a língua oriunda das comunidades surdas do Brasil, conforme o Parágrafo Único do Art. 1º da Lei 10.436/02. Nesta está contido traços linguísticos e culturais dos sujeitos surdos. Diferentemente das línguas oral-auditivas (que se utilizam do aparelho fonador, a língua de sinais é de modalidade viso-espacial. Portanto, a comunicação com os sujeitos surdos se dá por meio da percepção visual.
Ao contrário do que se pensa, a língua de sinais é complexa, arbitrária, possui uma gramática própria e é convencionada socialmente, o que significa dizer que ela não é universal. Assim como a língua portuguesa sofre variações linguísticas entre diferentes regiões, gêneros, classes sociais e faixas etárias, a Libras também se desdobra em variantes dialetais com suas respectivas variáveis. Aprendê-la acarreta as mesmas dificuldades apresentadas na aquisição de qualquer outra língua oral, visto que esta é, também, uma língua.
Estudos defendem a Libras como língua natural dos Surdos, pois esta os possibilita a comunicação e obtenção de informações pertinentes por ser integralmente visual. A língua pode ser definida, quanto à sua função, como um sistema de representação cognitiva do universo, através da qual as pessoas constroem suas relações interpessoais. Entretanto, este é um mero um reflexo criativo influenciado pela cultura social de seus falantes. Desta forma Rónai (1976) afirma que há uma ligação intrínseca entre o pensamento e o seu meio de expressão, e o próprio pensamento é condicionado pelo idioma em que é concebido. Por esta razão, a percepção de mundo das pessoas surdas passa a ser completamente visual, não apenas por sua condição biológica, mas também linguística, cultural e identitária.

Bibliografia:
FELIPE, Tanya A.; Libras em Contexto: Curso Básico: Livro do Estudante. 8ª ed. Rio de Janeiro, Walprint Gráfica e Editora, 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e dá outras providências.
RÓNAI, Paulo. Escola de tradutores. 4ed. Rev. e amp. Rio de Janeiro, Educom, 1976.

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