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9 de junho de 2014

Pato Donald - 80 anos de temperamento explosivo.


Não existe pato mais conhecido e famoso no mundo. Hoje, Pato Donald completa 80 anos. Tornou-se o mais velho também. Ele nasceu no episódio “The Wise Little Hen”, da série “Silly Symphony” em 1934. 

Um pato de histórias hilárias, porém temperamento explosivo. Tem vários gibis lançados. As crianças começam a conhecê-lo e os adultos ajudam a bater recordes. Só no ano passado, foram vendidos 80 milhões de gibis da série com seu nome. Os adultos que um dia foram crianças, continuam comprando. As crianças que o conhecem se apaixonam e acabam comprando também. 

Donald Fauntleroy Duck é apaixonado por “Donna Duck”, uma prévia do que seria a Margarida hoje. O patinho tem um temperamento de pavio curto, fica emburrado à toa, tem problemas sérios em esperar, mas é um apaixonado por seus sobrinhos. Em 1942, foi escrito o episódio "O Tesouro do Pirata". Um sucesso total na época.

Hoje, completando seus 80 anos... Pato Donald continua um imortal na mente dos adultos que cresceram lendo suas histórias atrapalhadas. Aos novos pequeninos, ele vira uma espécie de menino turrão que merecia uma repreensão para não ser tão nervosinho.

4 de junho de 2014

Sirlei Fonseca - A Greve da Educação sob olhar de um Professor.

Foto de Luciana Mello.
É peculiar o ano letivo da Rede Pública iniciar com a seguinte indagação: "haverá greve?". Ao contrário do que a maioria pensa, para um professor, esta dúvida é deveras angustiante, uma vez que a greve não se trata de um movimento em que os educadores deixam suas salas de aula vazias e permanecem no conforto de seu lar. Em um movimento grevista da Educação, existe uma agenda de atos e atividades a serem cumpridas, para que a mobilização tanto da sociedade e tanto do governo sejam efetivas. Nesse momento, temos sentimentos antagônicos, pois nos orgulhamos de estarmos lutando por mudanças que beneficiarão toda sociedade, mas também temos a sensação, que não deixa de ser fato, de que nossas crianças estão tendo seus direitos aviltados. Mas que Governo é esse, que para se conseguir o óbvio, que é uma Educação de qualidade, é necessário que os agentes deixem de cumprir suas funções, irem bater em sua porta (do Governo) para lembra-lo de suas responsabilidades? E além de tudo, ainda é necessário embates que acontecem em negociações onde quase nunca há um acordo justo, pois quem põe na mesa as reivindicações a favor da sociedade, não tem os Órgãos da Justiça e os meios de comunicação a seu favor. 

Deixando mais claro, a greve dos profissionais da educação não reivindica somente melhor salário, o que não seria nada injusto, pois sobrevivem dele, e este também é corroído pela inflação. Mas as reivindicações vão muito além disso. Queremos uma escola que funcione com estrutura mínima necessária ao processo de aprendizagem. Para que isso aconteça, precisamos de "meios", sejam eles materiais ou funcionais. Exemplificando melhor com fatos: em Duque de Caxias, município com um dos maiores PIB do Estado do Rio de Janeiro, as turmas de Educação Infantil inseridas em escolas regulares não têm direito à mobília apropriada, tendo que dividir sala, mesmo que em horários diferentes, com uma turmas de outra faixa etária , estando submetidas a situações que na lógica anatômica do corpo humano são prejudicáveis (suas perninhas ficam penduradas e seus troncos nos alcançam o encosto da cadeira). A prefeitura também não fornece o material pedagógico adequado e necessário para o desenvolvimento cognitivo e motor destas crianças (massinha, caderno, giz de cera, etc, etc), fazendo-se necessário que tiremos de nosso salário e que solicitemos ajuda dos pais, meio que clandestinamente, pois o governo diz que fornece, por isso não podemos pedir. Em países onde a Educação é levada a sério, a Educação Infantil é tão importante, que seus professores são melhor remunerados que professores universitários. E com esse descaso o que se entende é: EDUCAÇÃO INFANTIL É DEPÓSITO DE CRIANÇAS. Exemplifiquei desta forma, porque posso falar com propriedade, pois sou regente de duas turmas nesta faixa etária, no citado município. 

Agora, me colocando por toda categoria, nos encontramos muito angustiados, preocupados e se pudéssemos retornaríamos à sala o mais breve possível. Mas não podemos nos deixar vencer. A briga não é só nossa. É por uma sociedade falida que ainda pode ser transformada através da Educação. Se parecer utopia, é para isso que ela serve: para não deixarmos de caminhar. 

















Sirlei Fonseca 
Professor regente da Rede Municipal de Duque de Caxias desde 1999.
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