II Seminário Missões Com Crianças.

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15 de julho de 2014

Série Ministradoras Infantis - Tia Aline Araújo.

https://www.facebook.com/tialineecia
Foram mais de 15 e-mails pedindo a Tia Aline Araújo na série Ministradoras Infantis, que conta com os artigos de Tia Quel, Tia Xicosa e Tia Chic e Tia Fathy (ícones da Ministração Infantil no Brasil). Deixamos vocês com o texto enviado pela própria Tia Aline.

***

Meu nome é Aline de Bastiani da Silva Araújo, casada com Diego Araújo que é cantor e ilustrador. Moro em Palmas/TOCANTINS. Sou conhecida por ministra de crianças como Tia Aline Araújo.

Não nasci num lar cristão. Meu pai era desviado, minha mãe não era crente, mas meu pai retornou à igreja e começou a me levar. Desde então, eu passei a participar nos cultos, levar meus amiguinhos na igreja e participar da EBD.

Sempre fui dedicada e exemplar na igreja. Aos 10 anos, tornei-me regente, professora de crianças e adolescentes. Porém como Deus sempre tem um tempo certo, através do meu esposo Diego, descobri o chamado. Tive certeza e confirmação de Deus e há dois anos estou somente da obra. Vivo para a obra do Senhor, pois ele me chamou somente para isso.

Sou membro  e tenho  total comunhão  na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira em Palmas/TO. Meu Pastor é Divino Bispo e  tenho total liberação dele para meu ministério. Tenho  todos os recursos possíveis para ministrar e cantar com as crianças. Uso data show, visuais, mascotes de vestir (levo a roupa para as pessoas das igrejas vestirem) e etc. Mas, porém sempre na ordem e  decência e obedecendo cada costume de cada igreja, pois há algumas igrejas que ainda não permitem esses recursos.









Meu trabalho é sempre debaixo da orientação do Senhor. Costumo fazer meus próprios esboços, gosto de ministrar em cima dos temas dos congressos, faço tudo conforme a direção do Espírito Santo e peço sempre ajuda a Ele, para eu poder falar, orar, ministrar, profetizar para que às crianças; assim, elas poderão receber a salvação que é através de Jesus Cristo e tenho visto a mão de Deus realmente no meu ministério.

Saiba você que trabalha com crianças que Deus te escolheu. É você mesma que tem que fazer esta obra. A cada dia vemos crianças indo mais cedo para o mundo das drogas e prostituição, é o Brasil que precisa urgente do amor de Deus. Crianças precisam de Salvação. Jesus nos deixa essa ordem: Ide por todo mundo, pregai a toda criatura. Criança é uma criatura que precisa muito DELE, porque Não é da vontade do Pai que nenhuma criança se perca: Mt. 18.14.




Tenho visto muitas ministras e líderes se levantando em cada canto do Brasil para fazer algo pelos pequeninos. A cada igreja que passo, vejo a dedicação, a recepção e a alegria em nos receber em suas festividades.  Hoje em dia, muitas igrejas... Pastores estão abrindo as portas e janelas e investindo mesmo nas crianças, porém, há sim ainda, dificuldades, porque ainda tem igrejas que não abriram as portas para crianças. Isso nos dá, a cada dia, a chance de orar para que pastores, igrejas, líderes e professoras abram os olhos espirituais e invistam e rápido, porque a obra é urgente. Não é amanhã, é HOJE!

A minha visão é almas. É um ministério difícil. Nada fácil, mas frutífero, cheio de lágrimas e alegrias. Não tenho certeza se vou colher todos os frutos, mas me preocupo em plantar o amor de Deus em cada coraçãozinho e debaixo da misericórdia do Senhor vamos chegar lá...

Deus abençoe a todos...

Beijo no coração
Tia Aline Araújo


10 de julho de 2014

Deus, o diabo e a "A Máquina de brincar".



Publicação de Janilda Prata na íntegra:

“Você acha que os seus filhos estão seguros no quarto lendo livros? Leia o que aconteceu com a minha família: Todos sabem como incentivo a leitura para minhas filhas desde bebê. O contato das crianças com os livros passa por várias fases. Primeiro eu lia para elas, depois eu lia com elas e hoje elas leem sozinhas. Na hora de comprar um livro eu olho a capa, o tema, a sinopse, sobre o autor e a faixa etária. Depois peço que elas me falem sobre o que leram. Achei que isso era mais do que suficiente até o dia em que a minha filha Ana Ester, de nove anos, me disse: ‘Mãe, tem algo errado com esse livro, no meio dele encontrei uma página com o título para ler no escuro e depois coisas horríveis… ‘Me desculpe o autor, mas se alguém torna uma obra pública, eu tenho o direito de criticar e emitir minha opinião. Um livro para criança que invoca o diabo para ser seu amigo, diz que Deus não aparece porque é covarde e pequenino, e termina dizendo que o capeta venceu, para mim é uma literatura totalmente imprópria. Não venha me dizer que isso é poesia. Isso, para mim, é pura heresia. Estou indignada por ter colocado algo assim na minha casa e nas mãos das minhas filhas. Que critério usar quando compro livros infantis? Vou ter que ler antes todas as páginas? Como algo assim pode ser liberado para publicação e considerado literatura infantil?”. (Janilda Prata)


Recebi esta mensagem por e-mail, recebi inbox no Facebook, compartilharam na minha página, me cutucaram, me questionaram e depois de muito relutar, eis a minha singela opinião sobre o Livro A Máquina de Brincar (Bertrand Brasil, 2005; adotado pelo Governo do Estado de São Paulo através do PNLD).

Este livro é dividido em duas partes, "Para Ler no Claro" e "Para Ler no Escuro". Segundo os sites que pesquisei é um conjunto de 25 poemas para rir e bater os dentes de medo na segunda parte. Metade do livro está em páginas brancas e a outra metade em páginas negras.


O autor desta obra adotada pelo Governo paulista é Paulo Bentancur, que nasceu em Santana do Livramento, RS, em 1957. Trabalha como crítico e escritor, e escreve gêneros variados, do infanto-juvenil à poesia. Foi coordenador do Livro e Literatura da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Já tem contos publicados na Argentina e na Itália. Ganhou cinco prêmios Açorianos, um deles, para Três pais (Infanto-Juvenil lançado pela Editora Saraiva). Costuma ministrar oficinas de criação literária e de leitura crítica para educadores online e individuais.

Betancur já está na área literária há anos, seja trabalhando em diversas editoras como revisor, preparador de originais, tradutor do espanhol e editor assistente; ou como autor. Atualmente presta serviços de assessoria editorial para diversas casas publicadoras.

No entanto, nunca falaram tanto em seu nome ou o citaram em Redes Sociais e na imprensa escrita como agora. Janilda Prata em seu perfil do Facebook postou a mensagem postada no início deste artigo e fotos de algumas páginas do livro de Betancur, expressando sua indignação e revolta pelo que suas filhas leram. O livro foi comprado pelo pai e as meninas liam sozinhas, até que uma delas chamou a atenção da mãe dizendo que deveria ter algo errado com aquele livro. Quando Janilda leu junto com a filha percebeu as mensagens ocultas que o dito livro de poemas expressava.

Já são mais de 48.000 compartilhamentos e as mães estão revoltadas nas Redes Sociais. O autor acabou sendo chamado por alguns representantes da imprensa para se expressar sobre o assunto.

Vejamos o que Paulo Betancur afirmou ao Jornal de Brasília:

“Quis fazer um livro diferente. As crianças de hoje são inteligentes, gostam de suspense, de figuras lendárias. E qual o problema de brincar com Deus e o diabo? Não faço apologia ao demônio, apenas brinco com o lado bom e o lado mau das coisas”.

Isto é, para o autor, o que houve foi uma mistura de religião e a arte, em que a liberdade dos artistas e escritores estão sendo alvo de críticas, porque muitas vezes fazem apenas uma “brincadeira”. Só que Betancur não se deu conta que a grande massa cristã é que compra livros no Brasil.

Não demorou muito e Janilda Prata expressou sua opinião perante a afirmação do autor:

"Me desculpe o autor, mas se alguém torna uma obra pública, eu tenho o direito de criticar e emitir minha opinião. Um livro para criança que invoca o diabo para ser amigo da mesma, diz que Deus não aparece porque é covarde e pequenino e termina dizendo que o capeta venceu para mim é uma literatura totalmente imprópria", declarou.





E essa história está longe de acabar. Os compartilhamentos continuam, as mães continuam deixando comentários na página pessoal de Janilda Prata e, agora, com a repercussão, na página VIGILANTES DOS PEQUENINOS.

Realmente, lendo as páginas postadas, nós, mães, percebemos que o autor não fez brincadeira alguma. Ele afirmou coisas e induziu seus pequenos leitores a uma viagem muito tenebrosa. Invocar o diabo em tão tenra infância não é algo que mãe alguma queira a seus filhos. Eu sou contra massacrarem o livro. Para mim, livro é para ser lido, seja evangélico ou não. Desde que se respeite a faixa etária de cada criança, o que me parece, não foi respeitada neste caso em específico. Aqui em casa, lemos de tudo e acreditamos que é lendo que construímos uma mente sadia em Deus para perceber o mal e nos afastar dele.

Meu questionamento é, se se pode falar do Diabo e enaltecê-lo fazendo chacota de Deus, podemos ter o direito de ter livros que enalteçam a presença da Palavra de Deus na vida de cada criança brasileira no âmbito escolar. No entanto, a questão não é o que os seus filhos estão lendo na escola? A questão não é o que os seus filhos estão lendo em casa? Para nós, a questão é... Onde você está quando seu filho está lendo? O que você tem comprado para ele tem objetivo? Quando você para numa livraria, na Bienal ou numa feira de livros, compra porque está barato, porque a capa é bonita, porque sua criança pediu ou porque você acredita que poderá fazer parte deste crescimento intelectual e crítico dela? Quando ele recebe um livro ou indicação de leitura na escola, você se preocupa em conhecer essa literatura?

Estas perguntas podem e devem nortear a mente de cada pai e mãe neste país. O benefício de uma boa leitura é evidente nos pequenos. Devemos mesmo incentivá-los a ler, mas tenho que afirmar que mesmo sendo um livro com questões subliminares em seu conteúdo, A Máquina de brincar é um livro que merece ser lido. Claro, junto com os pais, para que possam orientar seus filhos a entenderem que existe o bem e o mal e que precisam estar alertas e perceberem quando devem refutar ensinamentos errados.

Com certeza, as páginas pretas e textos como "O Diabo que me carregue" são coisas inaceitáveis e não podemos mesmo nos calar. Só que nossos filhos não viverão para sempre só com pessoas que acreditam em Deus. Estarão o tempo todo sendo aliciados por questionamentos sobre a existência de Deus, perante os que não seguem a mesma religião.

Textos como: “Sossega! Vão falar mal aqueles que não estão contigo. Que não foram convidados pelo diabo, meu grande amigo”, como está escrito em um dos trechos do livro, afrontam e irritam qualquer pai cristão. Não podemos aceitar um livro que invoca o diabo a ser amigo de uma criança. No caso, nossos filhos! Entretanto, a questão aqui não é religiosa! A questão aqui é educacional e de faixa etária.  Quer dizer que meu filho, aos nove anos, pode ler um livro desses na Sala de Leitura, mas não pode ler um livro de evangélico?

A verdade é que jogar o livro na fogueira não funcionará nada. Sinceramente, esta é minha opinião e não quero aqui levar ninguém a pensar igual, mas diante de tantas pessoas pedindo uma posição de nosso blog perante o assunto, eis aí:

O que desejamos é que os pais, assim como nós fazemos aqui em casa, avaliem o que o filho vai ler. E caso a criança leia, que eles mostrem o lado positivo e questionem o que acham que é errado. Nós incentivamos a leitura aqui em casa independente de ser cristã ou não. Juntos, debatemos os livros. Acreditamos que a melhor coisa é o debate. Assim como todos fazem agora com A Máquina de Brincar de Paulo Betancur, nós estamos, neste momento, aqui em casa, fazendo com o livro Truques de Mágica de Marc Dominc (Ciranda Cultural, 2013). Livro que nosso filho mais velho pediu para comprarmos. 

Para finalizar, assim como começamos com um texto de Janilda Prata, terminamos com outro texto dela em resposta a entrevista concedida pelo autor ao Jornal de Brasília.

Resposta de Janilda Prata à entrevista concedida pelo Paulo Betancur ao Jornal de Brasília:

“Estamos em uma país livre e o referido autor, assim como qualquer outro pode escrever e publicar o que quiser, eu também gozo desse direito. A questão é mascarar o conteúdo do material publicado com uma capa que diz literatura infantil.

Eu comprei algo que achei que era revisado por pedagogos, que era bom para o desenvolvimento das minhas filhas, acreditei na imagem e nas informações que me passaram. Se tivesse na capa "Piada leve sobre Deus e o Diabo" ou algum tipo de censura, eu não havia adquirido.

Não misture o fato de eu ser evangélica com essa questão. Não se trata de religião, pois não cresci em um lar evangélico, mas mesmo assim meus pais sempre me ensinaram o Pai Nosso, a respeitar os mais velhos, meus professores, meu próximo, amar todos sem discriminar, cuidar dos desamparados, ser honesta, priorizar a família. O que estou defendendo aqui é o direito de criar minhas filhas com princípios e valores que a ajudem a distinguir o bem do mal. Trabalho na área de educação, mas não analisei como profissional, pois acima de tudo sou mãe e nenhuma mãe quer que o filho brinque de ser amigo do diabo.
Aliás, gostaria de lembrar que não fui eu quem viu o conteúdo do livro e censurou, foi minha filha de 9 anos e ela já leu centenas de livros. Isso significa que ensino corretamente as minhas filhas a distinguir o bem do o mal, o certo do errado. 
Basta colocar uma tarja preta na capa do livro "PROIBIDO PARA MENORES" e o problema está mais que resolvido.
Janilda Prata

(Publicado na página Vigilantes Dos Pequeninos no Facebook).


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