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18 de novembro de 2016

Não beije crianças menores de três meses!

Rosto de Sienna Duffield antes de contrair a infecção
Foto: Reprodução/Facebook


Quem nunca ouviu a avó ou a mãe falar: “Não beije o rosto do bebê!” A discussão é antiga. Crianças menores de três meses, nós devemos evitar encher de beijos, principalmente, no rosto. Uma notícia preocupou muitas mamães ontem, quando o site JC publicou a matéria sobre a inglesa que divulgou fotos de sua filha, após contrair o vírus do herpes. São fotos chocantes da rapidez do vírus causado por um beijo de uma pessoa que estava infectada. As lesões espalhadas pelo rosto da criança são de desesperar qualquer mãe.

“O herpes simples é uma infecção viral muito comum que pode se apresentar em duas formas: infecções por Herpes Vírus Simples 1 ou 2 (HSV-1 e HSV-2), sendo que o 1 é mais comum em crianças, e está associado à herpes labial, e o 2 está mais ligado ao herpes genital”, explica João Maurício Peres Mainenti, pediatra e gerente médico da Microrregião V. Maria/ V. Guilherme, unidade do município de São Paulo, gerenciada pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).” 

O vírus está disseminado em grande parte da população e, por isso, muitas pessoas exibem manifestações dessa doença ao longo de toda a vida. O vírus é transmitido através da saliva contaminada ou por contato direto com as lesões ativas. Cerca de 85% dos casos de contágio em bebês acontecem no momento do parto, em geral por HSV-2, quando a criança entra em contato com a lesão contaminada da mãe na região genital. Em cerca de 5% dos casos, os bebês contraem o vírus ainda no útero e nos 10% restantes, o contágio se dá principalmente através do contato com lesões labiais dos adultos ou com a mama materna, durante a amamentação. Informações do site SPDM.

O beijo é uma forma comum de contágio. Em geral, para aquelas pessoas que são portadoras do vírus, mas ainda não desenvolveram lesões, o HSV se manifesta quando a resistência imunológica está baixa.

Na infecção primária, a pessoa entra em contato com o vírus pela primeira vez. Acomete crianças de seis meses a cinco anos de idade, com pico de prevalência entre dois e três anos. A infecção secundária é aquela que aparece diversas vezes ao longo da vida, em geral como pequenas bolhas no lábio que se rompem e formam crostas características do vírus do herpes. 

Geralmente, a infecção se resolve dentro de cinco a sete dias, em casos mais brandos, ou até em duas semanas, nos casos mais graves.

Tratamento: Geralmente é baseado apenas na tentativa de reduzir os sintomas de febre e dor com o uso de analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios. A higiene oral também não pode ser esquecida, já que o acúmulo de bactérias pode aumentar a inflamação e a dor.

Prevenção
Cerca de 90% da população é portadora do vírus herpes simples. Além de evitar o contato próximo com pessoas que tenham lesões ativas ou aftas e com outras crianças com estomatite, o especialista também recomenda não ficar beijando crianças muito pequenas e investigar qualquer febre não esclarecida.


- Lave as mãos frequentemente.
- Mantenha os brinquedos limpos e não compartilhe com outras crianças.
- Não deixe que compartilhem pratos, copos e talheres.
- Não deixe a criança colocar a mão na boca, pois assim o vírus pode ser levado para outras partes do corpo, como nariz, olhos e genitália.
- Não deixe seu filho beijar outras crianças.


FONTE: 

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